Mudanças no blog

Caros amigos, eu gostaria de avisar que o blog está sendo modificado e em breve teremos muitas novidades, com uma nova estruturação. Espero que nos encontremos logo logo.

Até mais!



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 12h01
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"Un canto all'Amore di Dio"

Um canto ao Amor de Deus...
...assim definiu o Cardeal Tarcisio Bertone (Secretário de Estado do Vaticano) sobre a vida de Chiara Lubich, em pronunciamento durante a homilia de seu funeral. Com a igreja (Basílica de São Paulo Fora dos Muros, Roma) repleta de personalidades e representantes de diversos movimentos, instituições e religiões, Chiara nos faz ver preciosos frutos dos vários diálogos construídos em mais de meio século de estrada.

Sua vida, marcada por um "sim" a Deus presente até o fim, atravessou continentes e alcançou o coração de muitas pessoas, em prol de um objetivo singular: o "que todos sejam Um". Com essa bandeira, "acendeu o fogo do amor" onde passou, na esperança de que a humanidade viva em unidade, experimentando uma cultura nova com o timbre da fraternidade.

Algumas homenagens recebidas hoje no funeral:

"Obrigado, mamma Chiara", disse Pra Tongrasthana, monge do budismo Theravada.
" Experimentamos uma profunda tristeza. É como ter perdido uma mãe. Continuamos a caminhar com ela de mãos dadas pela estrada da unidade. Obrigado, Chiara, que tu possas repousar em paz!", rev. Yasutaka Watanabe, presidente do Conselho Diretor da Rissho Kosei-Kai (Movimento budista japonês).

Robin Smith, da Igreja Anglicana da Inglaterra: "Duas coisas nos marcam em particular na espiritualidade de Chiara: a primeira é o seu empenho em viver a Palavra de Deus na sua vida cotidiana; a segunda é a sua visão da Unidade de toda a humanidade. (...) Para mim, pessoalmente, na minha vida como cristão, Chiara deixa uma inspiração profunda. E não tenho nenhuma dúvida de que ela continuará a ser uma benção para todos nós, por toda a nossa vida".

"Muitos são os motivos para agradecer ao Senhor pelo dom concedido à Igreja através dessa mulher de intrépida fé, mansa mensageira de esperança e de paz, fundadora de uma vasta família espiritual que abraça múltiplos campos de evangelização", escreveu o Papa Bento XVI em sua carta lida pelo cardeal Tarcísio Bertone.

André Riccardi, fundador da Comunitade de Santo Egídio: "Chiara me ensinou a dignidade do carisma, o seu valor, que é o que de mais precioso temos. Chiara é de todos: é da Igreja, é também das pessoas de outras religiões. Chiara é do mundo, porque foi de Jesus. Agora que está em silêncio devemos aprender a escutá-la melhor e poderemos escutá-la se estivermos em unidade entre nós".

Para ver uma galeria de fotos com Chiara Lubich, clique aqui.



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 16h42
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Mamma Chiara


O céu está em festa!
Por extensão, minha alma também estremece de alegria porque uma estrela, alva e reluzente, encontrou o Sol, seu tesouro mais precioso.
Chiara, que a tantos conquistou com seu sorriso e seu amor, agora está no seio do Pai e pode iluminar toda a humanidade, intercendo por nós rumo ao seu sonho maior: a unidade!

Temos outra mãe no céu!

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Algumas de suas frases:

"(...) se tentares viver de amor, perceberás que, aqui na terra, convém fazeres a tua parte. A outra, nunca sabes se virá, nem é necessário que venha, por vezes, ficarás desiludido, porém jamais perderás a coragem se te convenceres de que, no amor, o que vale é amar".

"Quanto mais se ama, mais se compreende e se vê tudo com os olhos de Deus".

"Cosa importa nella vita? Amarti, mio Dio".

Para mais informações e notícias sobre Chiara Lubich, clique aqui.



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 12h30
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Eu

Um processo
Um sonho (utópico)
Uma vida
Eis-me...


 Manifestado por Rodrigo Hésed às 18h03
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Elementos Essenciais da Geografia Suíça em 2003

Velho(a)
Vaca
Montanha



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 12h56
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Voglia di paradiso

Vorrei vedere
la luna e le stelle
L'anima in cielo
spalancata a Te

Vorrei sentire
col respiro di tutto il Creato
il profumo dei bei fiori celesti
Essere aroma sentito

Vorrei cantare
assieme agli angeli sulle nuvole
gli inni e le lodi adeguate
ed espressare la gioia nelle note

In Paradiso...
Confesso a chiunque
la voglia di essere
                              per sempre così
col mio sincero sì


 Manifestado por Rodrigo Hésed às 12h32
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A Cruz

É manifesta, perceptível e clara,
em tantos impulsos, sinais e evidências,
a dimensão outra da face humana
envolta na sutileza do amor

No caos que a todo instante se declara
um brilho contrasta os focos de violência
De onde mais essa luz emana
senão da cruz em plena dor?

Tão cara quanto uma pedra rara
despeja sentido no calor das experiências
expõe seu abraço e não engana
quanto à profundidade do amor



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 10h57
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Além de mim

Bem além do meu silêncio
um grito maior tange minha alma
e desvela a energia do verdadeiro amor

Ali, bem mais além de mim,
um vulto percorre as sombras
e desnuda o "por quê" em meio a toda dor

No além de meu eu, absorto,
vem-me ao encontro a luz da noite escura
estrela das manhãs, sinal de todo amor



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 14h09
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Provocações

A imprensa imparcial                                        .:

A imprensa continua dando o seu o espetáculo de interesses, através de suas claras posições políticas e comerciais. Enquanto provocam a população, - com manchetes marcantes como as alardeadas após a greve do lixo em São Paulo e como a luta dos políticos de oposição ao Governo Federal para a instalação da "CPI do Apagão Aéreo" - cabe aos leitores mais críticos a (nem sempre fácil) tarefa de decifrar a orientação implícita no conteúdo lido. Alguns meios de comunicação, todavia, deixam suas posições claramente delineadas nas entrelinhas dos textos, destacando suas preferências. Esse tipo de imprensa pode ser perigosa, sobremaneira, no que tange aos assuntos de ordem política, pois tenderiam a guiar o pensamento e a reflexão do leitor para um(uns) foco(s) específico(s) do tema abordado, retirando (ou dificultando) do leitor espaços mais amplos de reflexão. Considerando que refletir pressupõe um ato de pensar, surge a indagação: como será que os meios de comunicação nos instigam a pensar? Sentimo-nos livres para fazer tal reflexão ou somos, de alguma forma, orientados a seguir o fluxo do pensamento sugerido na matéria lida?

Diante disso, qual o papel da imprensa, afinal?



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 15h06
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O jornalismo investigativo                                  .:

É comum ouvirmos (ou lermos) referências a um certo "jornalismo investigativo", que, supõe-se, procura esclarecer ou esmiuçar certas informações até que se conheça mais a fundo o assunto procurado. Mesmo quando tudo ainda não passa de "boato" é possível investigar as origens e os substratos de tal boato com o intuito de saber até que ponto tal boato seria relevante para as pessoas em geral. Assim sendo, uma frase mal falada ou uma palavra equivocada em relação ao contexto de seu enunciado pode ser o mote para uma investigação. Para além disso, porém, é tão notória a ansiedade - por vezes voraz - de alguns jornalistas ávidos por "furos" instantâneos que qualquer enunciado percebido está sujeito a ser alardeado aos quatro cantos por seus meios mais diversos sem que, para isso, tenham sido feitas as investigações necessárias. Ou seja, muitas vezes divulga-se o mote (ou o que ainda pode ser mero boato) para se criar um jornalismo investigativo a todo custo, com pressões ideológicas diversas. O cúmulo disso pode ser o risco de "criação ou elucidação de fatos" para serem investigados, como se supõe ter acontecido no caso da maleta de dinheiro - apreendida durante o processo eleitoral de 2006 - da "máfia das ambulâncias", em que alguns jornalistas pareciam ter sido previamente avisados do que poderia acontecer no hotel em que ocorreu o flagrante. Como poderiam saber do que iria acontecer?

Assim, considerando esses e outros casos conhecidos, o que pode ser chamado de jornalismo investigativo? Seria jornalismo investigativo combinar ações prévias para "criar" uma manchete especial?



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 15h06
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O fenômeno dos blogs e seus efeitos na imprensa             .:

Ultimamente tem crescido de forma impressionante o número de blogs - sites pessoais que funcionam como diários virtuais - de jornalistas e outras personalidades conhecidas, nos quais deixam claras as suas preferências e seus posicionamentos pessoais. Poderia-se supor, com isso, que haveria uma tendência de maior abertura da imprensa e de seu diálogo consigo mesma, numa "imprensa crítica da imprensa". No entanto, o maior acesso dos internautas à grande rede ocorre por meio de portais, que, quando indicam blogs, continuam a seguir sua lógica de pensamento editorial. Ou seja, continuam a selecionar ideologicamente os blogs que preferem indicar. Um exemplo disso, é o portal UOL, que indica vários blogs, mas no que corresponde à categoria "análise política" apenas dois aparecem indicados. Curiosamente, dois blogs que, por seu conteúdo, deixam claras as suas posições e tendências, que em política são tidas como de "direita".

Como entender a preferência de alguns grandes portais por certos blogs?
Por que o portal UOL, por exemplo, mantém indicações para blogs com tendências notoriamente "direitistas" e não indicam espaços de blogs de personalidades da "esquerda"?
Por que preferir indicações tendenciosas como o "Blog do Josias" e o "Blog do Fernando Rodrigues", na categoria "análise política"? Que análise política seria essa?

Poderíamos refletir bastante acerca da imprensa que nos cerca, mas eu gostaria de sugerir que os jornalistas ousassem mais: (1) ousassem a tirar da "masmorra" muitos de seus colegas (em seus redutos editoriais) e (2) ousassem a proporcionar espaços de notícias com reflexão mais ampla e abrangente (sem tomar partido e sem ser por demais específico em seu foco de análise, de modo a sugerir outras possíveis reflexões).

:.     E você, o que acha? Gostaria de sugerir algo aos jornalistas da nossa imprensa?     .:



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 10h24
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Consumo, logo existo - Frei Betto*

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.

A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos “Manuscritos econômicos e filosóficos” (1844), ele constata que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós.” O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.

Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígene cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém. Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia?

Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife. Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela…

Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.

Comércio deriva de “com mercê”, com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas. Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.

Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo. “Nada poderia ser maior que a sedução“ – diz Jean Baudrillard – ”nem mesmo a ordem que a destrói.“ E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. “Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático”, respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”


* Frei Betto: frade Dominicano Teólogo Antropólogo Filósofo Jornalista Escritor - autor de 40 livros com obras editadas em vários países.

Referência: Faculdade Pitágoras, http://www.faculdadepitagoras.com.br/saiba/artigos.asp?cod_art='234', Acesso em: 09/04/2007.



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 09h32
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Nobre lembrança

Para minha amiga Edvânia,
de quem me lembrei

Aquele amor
(de solidão)
eu sei que existia,
sei que havia


Aquele amor (será?)
tão distante...


No rosto da lembrança
as palavras rolam
(em lágrimas)
da estranha sensação

Aquele amor (onde?)
de longe acenava


A música no carro
(da música)
sem destino certo,
nada mais...

Aquele amor (que foste?)
em palavras inimaginadas


A sombra na fala
(do impensável)
ante o imprevisível...
- Esconda-se, amor!


Aquele (amor)
que sempre quiseste...



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 09h46
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Suavemente

A folha
amarela
caiu
na minha cabeça


Pousou
amarela
a folha
em cima de mim


Soprou
amarelo
o vento
levando a folha


Planou
amarela
a folha
que caiu do outono


Encontrou
amarela
suas irmãs amarelas
no chão que aterrisou


Rasgou-se
amarela
após um tempo
e foi-se de vez


Poema selecionado para a coletânea do IX Prêmio Ideal Clube de Literatura (2006).



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 11h00
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Do que eu sei


José Pancetti - O Homem Louco (1942) - Óleo sobre tela (57 cm x 47 cm)

Do que eu sei
nada atesto
apenas contesto...

                              ...e me questiono
                              ...
                              ...



 Manifestado por Rodrigo Hésed às 08h56
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Um blog onde poesia, cultura e sociedade se encontram. Editado por Rodrigo Hésed

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