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Pequeno Manifesto Poético
Rodrigo Hésed
I
Resgatar a vida
das formas
das palavras
das letras
trazer de volta o olhar
o gesto
o sorriso
o expressar
e fazer a descoberta
da poesia
que se nos roda
em torno
Manifestado por Rodrigo Hésed às 23h33
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II
Poesia
Clara
Vigente
Vida
Vivida
Urgente
Ação
Objetiva
Intermitente
Manifestado por Rodrigo Hésed às 23h33
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Manifestado por Rodrigo Hésed às 23h32
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IV
a caneta segue, sim, na direção da poesia,
delineando letras
e formando palavras
a mente do poeta segue, assim, captando figuras,
destrinchando segredos
e versificando o percebido
a arte segue, enfim, emprestando sua essência
eliciando reações
e dinamizando a vida
e outros seguem, por fim, sentindo a poesia,
vivenciando descobertas
e manifestando seus mistérios
Manifestado por Rodrigo Hésed às 23h32
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Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo em Fortaleza/CE
 Orquestra Sinfônica de São Paulo/OSESP
Cheguei a poucas horas de uma simplesmente extraordinária apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo no maior palco das artes cearenses, o Teatro José de Alencar. A OSESP está em turnê pelo Brasil e passou por Fortaleza já deixando saudades das mãos habilidosas e da "vareta mágica" do regente John Neschling e seus hábeis instrumentistas. Acredito que para cada um dos que lotaram o Teatro foi empolgante cada nota entoada nas melodias de Rossini (O Barbeiro de Sevilha), Guarnieri (Suite Vila Rica) e Beethoven (Sinfonia nº5 em Dó Menor, Opus 67, completa). Eu me arrepiava em ver cada gesto, cada expressão contorcida que, em conjunto, o grupo apresentava. Me admirava a beleza de cada passagem, tendo eu permanecido vários minutos a sentir, intuir, admirar e a pensar como a arte transpassou cada um dos artistas que descobriram aquelas melodias e a ebulição emocional que se sucedia dentro de cada um daqueles artistas que se arranjavam nos instrumentos. Magnífico! Digno de muitos, demorados e calorosos aplausos!
Manifestado por Rodrigo Hésed às 23h20
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Como não apaixonar-se? - Rodrigo Hésed

Não acredito no homem que não se apaixona... que homem seria esse que não reconhece em si uma certa cegueira na admiração de uma natureza nova? Seria mais um quadro morto no espaço e no tempo; seria uma montanha de dúvidas em meio às tempestades; seria a vontade de querer sublimada em meio à falta de desejo. Como não apaixonar-se? Mesmo a paixão solitária e triste é sinal de que se apaixonou e, assim, se perdeu por alguns instantes de si mesmo, se desprendeu de alguma racionalidade consciente para deixar-se levar pelo desejo do novo. Esse homem apaixonado existe dentro de cada ente que descobre o mundo com a sua capacidade de percebê-lo em diversas dimensões. Esse homem ganha forma e cor na medida que descobre a si mesmo no mundo que não é seu, o qual, não sendo seu, o impulsiona a apaixonar-se em diversos tons e modos. Esse é o homem feito para o novo, para cada presente infinito, pois não termina nunca, para cada porção infindável de "aquis" e "agoras". Apaixonar-se está na essência desse homem; apaixonar-se pelo que lhe é dado, pelo que pode descobrir em especial. Diante da vida, da arte, do belo e do trágico, como não apaixonar-se?
Manifestado por Rodrigo Hésed às 08h32
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Poesia - Batista de Lima
Um poeta cearense, que admiro muito, um dia escreveu em seu livro "Janeiro da Encarnação" um poema que retrata a poesia que se cria... republicando-a aqui, convido a procurarmos junto com ele a espontânea poesia, que tantas vezes desconhecemos.
Poesia
Batista de Lima
É ovo
antes gema
antes clara
É ovo
que se esconde
na casca parede forma
É ovo
antes vida
descorada
que a cor
que lhe encasca
É ovo
é vôo
Antes da ave
Manifestado por Rodrigo Hésed às 08h11
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E a vida se manifesta... - Rodrigo Hésed

A arte é a vida... o artista não a cria, se ela já está criada, mas a recria com o seu talento; a repinta, mas não a substitui; a complementa, mas não faz dela qualquer coisa de novo ou não criado... o artista é observador do que está manifestado. Criador tão-somente de termos que descrevam esse manifestado, sem, por isso, apossar-se da arte. A arte não é de alguém, mas do contexto da vida, assim como a vida é a arte.
Nesse ínterim, não é demais dizer que a mente do artista é o anteparo da arte, que envolve diversas formas de expressão. Arte diversa a ponto de ser verificada nos tons da música, nos versos da poesia, nos traços e jeitos da pintura e arte plástica, nos gestos do teatro e do cinema e nos experimentos que hoje congregam tantos modos de expressão artística.
A arte é vida e o artista é expressador dessa vida. Como vivente, ele sente, assimila e descreve a arte à sua maneira, mas parte da vida, parte da visão do mundo e do que perpassa esse mundo e lança o seu olhar sobre ele. A vida prescinde de quem a viva, assim como a arte prescinde do artista.
E a vida se manifesta... ei-la diante de nós, com sua beleza, harmonia, mazelas e tragédias. Somos artistas sem 'ses', nem 'poréns', somos artistas já que a arte é vida e ela se manifesta para nós e em nós. Manifestemo-nos também junto com ela, junto com essa arte que está muito mais do que circulando pelas veias.
Manifestado por Rodrigo Hésed às 22h25
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