Sonho - Isabel Galvão
Viver é mais que um sonho. Sobes, descendo na escada divina e te elevas no enlevo verdadeiro se amas. Amar não consegue ser pequeno, não restringe-se à uma pessoa, por ser próprio do amor dar-se, doar-se.
Todos vivem em cada um, a cada dia na inquietude dos que correm atrás de um sonho que na verdade os outros sonhavam por ele, menos ele próprio, e agora a inquietude de todos, menos dele, alegou-se numa parte dele e ele sonha e corre inquieto, corre tanto que passa pelo sonho dele e não o vê.
Manifestado por Rodrigo Hésed às 11h27
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Bons ventos surgem depois da tempestade - Rodrigo Hésed
 Alexandre Belém - Banda de pífano/PE, artesanato em barro
Ao som da zabumba, do pífano e outra variedade de percussão, ouvi mais do que um eco de uma terra cheia de tradições, do seu povo humilde e explorado. Meu desconhecido Cariri se formou em imagens surreais, eclodindo numa terra de milagres e boatos; numa terra onde a sua gente faz a história na própria fala do dia-a-dia. A gente dança, acompanhando o ritmo, a gente ri e bate palmas, em compasso. A gente é feliz com a terra e seus mistérios sempre por descobrir, no seu eterno querer.
Foi revigorante ver e ouvir aquele povo dançando animadamente e sentir na minha própria pele uma atração toda especial, que me arrastou para o meio da enorme ciranda que se formou sobre a grama da Praça Verde do Dragão do Mar com as canções dos Zabumbeiros Cariri e Dr. Raiz. A gente rodava, dançava e gritava, ao tempo da música. A gente sentia as urgências daquele povo, em estar de bem com a vida. A gente adulava o espontâneo, a arte e o natural. A gente sente que depois da tempestade existem bons motivos para comemorar. E a gente... eu sou da gente.
Manifestado por Rodrigo Hésed às 08h22
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