 Papa João Paulo II em Sarajevo, capital da Bósnia, em abril de 1997.
"A mão endurecida, a mão rachada empunha o martelo de jeito diferente, Diferentes soluções encontra o pensamento humano Quando se separa a energia humana da força da pedra E corta no lugar certo a artéria cheia de sangue..." (Karol Wojtyla, em poema denominado "A Matéria")
Enquanto o mundo assiste a trajetória do Papa conhecido por peregrino e reconhece a figura que marcou a história da humanidade nos últimos 26 anos, é possível observar nos rostos consternados a saudade que deixará este pontificado, não obstante as tantas críticas e números que se espalham rapidamente através dos meios de comunicação de massa. Contudo, nesse momento não carrego comigo nem as críticas nem os números contabilizados pela mídia, que insiste em contar recordes e falar dos arredores movimentados do Vaticano demonstrando querer salientar a superficialidade da realidade existente ali, mas a mística do profundo e longo diálogo estabelecido por João Paulo II em diversas culturas, fazendo emergir a necessidade de uma fraternidade universal entre os povos e etnias. Uma fraternidade que pressupõe a unidade em meio às diversidades. Este último Papa é de uma representação incalculável seja nas suas peregrinações, seja na sua constante luta contra as dores que o atormentavam até a morte. Assim, eu assisto, em luto, a perceptível graça que envolve o mundo em seu silêncio de dor-alegria, morte-vida. Assisto a vida nas suas rinascite pouco notadas. Assisto na graça que permite iluminar ainda mais a minha vida na perene aventura rumo ao Pai.
Manifestado por Rodrigo Hésed às 09h29
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